Gregorio Duvivier celebra 300 mil espectadores e retorna ao Guairão com o fenômeno "O Céu da Língua" 03/06/2026 - 14:52

Após lotar o Teatro Guaíra por duas temporadas – incluindo sessões extras no Festival de Curitiba -  o espetáculo "O Céu da Língua" retorna para quatro apresentações no  Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão),  nos dias 22 e 23 de junho, às 19h e  com sessões extras que acontecem às 21h30.

Partindo da premissa de "quem teria medo da poesia", o ator Gregório Duvivier faz de tudo para persuadir o público das qualidades do seu objeto de encanto, até mesmo, criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa um discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e que o assunto pode ser  prazeroso e divertido.

“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.

O espetáculo estreou em Portugal em 2024 e chegou ao Brasil em fevereiro de 2025, onde foi cumprida uma extensa turnê que já acumula mais de 300 mil espectadores em 33 cidades e 8 países, com sessões extras e lotação esgotada.O trabalho rendeu a Gregório o troféu de Melhor Ator na última edição do Prêmio Bibi Ferreira e também o Prêmio do Humor de Melhor Texto e Melhor Espetáculo. A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora: “Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.

“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declama Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define.“O Gregório simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregório intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”

As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregório extrai humor.

Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que
a poesia é popular, Gregório chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). “Os nossos compositores conseguiram realizar o sonho de Oswald de Andrade de levar poesia para as massas”, festeja o ator.

Nesta cumplicidade com a plateia, Gregório mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca
o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregório e o humorista luso
Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.

Serviço:
"O Céu da Língua"
Apresentações:
22 e 23 de junho (segunda e terça) de 2026, às 19h e 21h30 (sessões extras)
Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) | Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro, Curitiba/PR
Tempo de duração do espetáculo: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Especificações do espetáculo: Teatro
Ingressos: A partir de R$60,00 (meia-entrada), à venda pelo DiskIngressos e na Bilheteria do Teatro Guaíra

Informação:
FICHA TÉCNICA: Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes | Interpretação: Gregorio Duvivier | Direção: Luciana Paes |Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune |Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier | Iluminação: Ana Luzia de Simoni | Cenografia: Dina Salem Levy | Assistente de cenografia: Alice Cruz | Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente | Visagismo: Vanessa Andrea | Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David | Identidade visual divulgação: Laercio Lopo | Comunicação: Raquel Murano | Marketing digital: Renato Passos | Assessoria de Comunicação: Pedro Neves | Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano | Diretor técnico: Lelê Siqueira | Diretor de palco: Reynaldo Thomaz | Técnico de som: Dugg Mont | Assistente de palco: Daniela Mattos | Gerente de Projetos: Andréia Porto | Assistente de produção: João Byington de Faria | Produção executiva: Lucas Lentini | Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha |Produção: Pad Rok


 

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