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Yara Sarmento recebe homenagens do Teatro Guaíra

YaraNo dia 14 de junho último, Yara Sarmento, uma das figuras mais destacadas daclasse artística do Paraná, foi homenageada pela Diretoria e funcionários do Centro Cultural Teatro Guaíra. Uma placa foi descerrada no Auditório Salvador de Ferrante destacando o pioneirismo da atriz no na televisão, no teatro e na militância pela área artístico-cultural no Paraná. Muito estimada entre os colegas, Yara assistiu em seguida a uma apresentação de bailarinos no Balé Teatro Guaira e do G2 Cia de Dança, no Guairão.
Yara Sarmento, nascida em 7 de junho de 1940, é natural de Antonina, onde viveu até 1950, quando veio residir definitivamente em Curitiba.
A televisão engatinhava no Paraná, no início da década de 60, e Yara era uma das principais figuras Yarados programas locais. Mulher de beleza ímpar, se apresentava como bailarina, atriz e garota propaganda. Dentre os muitos programas dos quais participou estão “Postais de Opereta”, na TV Paranaense, dirigido por Cícero Camargo de Oliveira. Estreou como atriz na TV Paraná no programa “Colégio de Brotos”, dirigido por Sinval Martins. Trabalhou no programa semanal “Teatro de Equipe”, dirigido por Glauco Flores de Sá Britto. Ao lado de outros grandes nomes do teatro local, à época, como Lala Schneider, Claudete Barone, Irene Moraes, Aristeu Berger, Joel de Oliveira e Luiz Hilário.
Em 1964, foi para o Rio de Janeiro e participou como atriz de teleteatros da TV Tupi. No início das atividades da TV Globo participou dos programas “Festa em Casa”; “4 no Teatro”; “Presença”; “Capitão Furacão”; “Quando a Vida É Uma Canção” e integrou o elenco das novelas: “Rosinha do Sobrado”; “A Moreninha” e “Padre Tião” sob a direção de Graça Melo, e de “Um Rosto de Mulher”, direção de Sérgio Britto. Ainda na TV Globo apresentou o noticiário “Tele-Jornal da 1:00 Hora”.
YaraNo teatro, Yara integrou os elencos de “Flor de Cactus”, no Teatro Copacabana “Onde Canta O Sabiá”, no Teatro do Rio, sob a direção de Luiz Afonso Grisolli. Este foi o primeiro espetáculo “pop” do Brasil, estrelado por Marília Pêra e Gracindo Júnior.
A convite de Carlos Machado fez parte do elenco da revista musical “Carlos Machado’s Holliday”, na Boate Fred’s, ao lado de Irene Ravache, Cláudia Martins, Sueli Franco, Rossana Ghessa, Ari Fontoura e Hugo Sandes.
Fez dublagens para filmes de televisão e de cinema nos estúdios Herbert Richers e Peri Filmes.
Em São Paulo, a partir de 1967, fez parte do elenco do teleteatro “Processo 68. No teatro, atuou nas peças “Receita de Vinícius”, direção de Sady Cabral, no Teatro das Nações, e “A Raposa e as Uvas”, direção de Nydia Lícia, no Teatro Bela Vista e em temporada popular, nos espaços cênicos dos bairros paulistas.
Voltando a Curitiba, participou como atriz em “Via Crucis”, direção de Oraci Gemba.
YaraYara Sarmento foi diretora do Grupo Momento de Teatro, criado juntamente com Gemba e Angela Wogel. O grupo montou peças de muito sucesso no teatro local: “Electra”; “Marat-Sade”; “Maria Bueno”; “A Casa de Bernarda Alba”; “O Cerco da Lapa”; “Carla, Gigi e Margot”; “Momento de Natal”; “Auto de Natal” e o show “Funeral para Um Rei Negro” (1975), com Lápis e Evanira. Todos os espetáculos dirigidos por Gemba.
Integrou, também, o elenco da produção do Teatro de Comédia do Paraná - TCP, da então Fundação Teatro Guaíra - FTG, “A Torre em Concurso”, sob a direção de Gemba - 1976.
Advogada, formada pela Universidade Federal do Paraná, Yara foi uma das pessoas que mais atuou pela organização da classe artística e pela regulamentação das profissões a ela ligadas. Participou da equipe paranaense que elaborou o ante-projeto da Lei 6.533/1978, a qual regulamenta a Profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.
É uma das fundadoras do SATED – Sindicatro de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná.
Uma das idealizadoras e fundadoras do Troféu Gralha Azul, a própria Yara foi agraciada com o prêmio de melhor atriz em 1977, com a peça “Carla, Gigi e Margot. No ano seguinte, recebeu o mesmo Troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho na peça dirigida por Roberto Menghini "Cinderela do Petróleo.
Os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná concederam-lhe em 1978, o Diploma de Melhor do Ano/1977 como Melhor Atriz de Teleteatro.
Na edição 1985/1986, Yara Sarmento recebeu Menção Honrosa pela criação do Troféu Gralha Azul. Na edição 1988/1989, voltou a ser homenageada com o Troféu pela Fundação Teatro Guaíra - hoje, Centro Cultural Teatro Guaíra - CCTG - e pela classe artística paranaense, pelo trabalho que desenvolveu em Brasília junto à Assembléia Nacional Constituinte, em favor das Artes e da Cultura Brasileiras. Nesse trabalho, representou as entidades nacionais de artistas, técnicos e produtores em espetáculos de diversões.
Em 1991, a Câmara Municipal de Curitiba concedeu-lhe Diploma de Reconhecimento por sua atuação em favor da área cultural.
YaraFoi Diretora Artística da então Fundação Teatro Guaíra na gestão de Oraci Gemba, no período de novembro de 1983 a maio de 1985.
Deixando o cargo de Diretora, Yara continuou atuando na Assessoria da Diretoria Artística do CCTG, lugar que só deixou a semana passada, com sua aposentadoria.
Pessoa extremamente afável, a par da profissional de vastíssimo currículo e realizações, Yara é unanimidade entre seus colegas como amiga e apoiadora.
Por isso, as homenagens todas que recebe no momento.

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