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Teatro José Maria Santos completa 21 anos

O Teatro José Maria Santos, conhecido como o “teatro da classe”, completa 21 anos em 2019 consagrando-se como o espaço para as produções da cena cultural do Paraná. Inaugurado em junho de 2008, é fruto da luta da classe artística paranaense e foi palco para nomes como Luis Groff, Lala Schneider, Regina Vogue e Yara Sarmento.

Para Mônica Rischbieter, diretora do Centro Cultural Teatro Guaíra, o Teatro José Maria Santos é um marco cultural e político do Paraná. “Foi um momento memorável porque a classe artística se reuniu, participou primeiro da reforma da antiga tecelagem e depois impediu a demolição do espaço. Por isso, ele é chamado carinhosamente de o 'teatro da classe', porque as pessoas, literalmente, criaram-no do zero”.


João Basso, ator e atual coordenador do teatro, lembra até hoje da primeira reunião com José Maria Santos na década de 80 para discutir a busca de um espaço próprio para a classe artística. Para ele, essa organização foi essencial para desenvolver a cultura no Estado, pois não existia outro auditório além do Teatro Guaíra para a apresentação de grupos locais.



Histórico

A história do prédio onde hoje se localiza o Teatro José Maria Santos começa no fim do século 19, quando ali foi instalada a fábrica de malhas e confecções da família Hoffman. Antes de se tornar o atual auditório, também abrigou a Malharia Curitibana e a Fábrica do Samba.


Nos anos 1980, o edifício chamou a atenção do ator José Maria Santos. Junto com outro ator, Irineu Adami, e com recursos da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Paraná, do Serviço Nacional de Teatro, da Secretaria de Estado de Cultura e da Fundação Cultural de Curitiba foi construído no local o Teatro da Classe.


De 1983 a 1986, o espaço passou por altos e baixos devido à falta de público e recursos, ao aumento do aluguel do prédio e até mesmo à ausência temporária de José Maria Santos, que ficou afastado do teatro. Foi neste período que os proprietários do imóvel decidiram vendê-lo e os compradores despejaram os ocupantes do prédio. Nesta época, era chamado de Teatro 13 de Maio.


Depois da venda, foi iniciada, sem aviso prévio, a demolição das paredes externas da construção. A destruição completa foi impedida devido à intervenção da classe artística e de políticos do estado. O prédio foi então tombado pelo Governo do Estado, com projeto de revitalização do espaço.


Apesar de as obras terem começado, foi após o falecimento do ator José Maria Santos, em 1990, que houve mobilização para transformar o espaço. Oito anos mais tarde, em 27 de junho de 1998, o Teatro José Maria Santos foi inaugurado sob administração do Centro Cultural Teatro Guaíra.


José Maria Santos

Natural de Guarapuava, José Maria Santos nasceu em 12 de dezembro de 1933. Considerado um ícone do teatro paranaense, começou sua carreira no Teatro de Adultos do SESI em 1954. Seus últimos espetáculos foram Casal do Barulho, de Dario Fo, com sua Companhia Dramática Independente, Médico à Força, de Molière, com o grupo TECEFET e o filme O Mal, de Valêncio Xavier.

José Maria SantosRecebeu vários prêmios de melhor ator e diretor. Em 1977, ganhou o Kikito de Ouro no Festival de Cinema de Gramado como melhor ator coadjuvante por seu trabalho no filme Aleluia Gretchen. Em 1972, criou o grupo amador de teatro TUT (Teatro da Universidade Tecnológica). O ator esteve frente ao grupo até sua morte, em 4 de janeiro de 1990.


Um dos maiores sucessos de sua carreira foi a peça , um monólogo de Sérgio Jockyman sobre um advogado que fica preso no banheiro de sua empresa durante o fim de semana. O espetáculo ficou em cartaz por mais de 15 anos e teve a participação de José Maria em mais de mil encenações.




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