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Morre o diretor curitibano Marcelo Marchioro


            O Centro Cultural Teatro Guaíra lamenta a morte de um dos ícones do teatro paranaense ocorrido nesta quarta-feira (24). “E uma perda enorme para toda a classe teatral e também para o Teatro Guaíra, onde ele, além de dirigir inúmeras montagens, foi também diretor artístico durante quatro anos. Marcelo contribuiu muito com espetáculos de qualidade e certamente deixará uma lacuna no mundo das artes,” diz a diretora-presidente do CCTG, Monica Rischbieter.

O corpo de Marcelo Marchioro está sendo velado na Capela 4, do Cemitério Parque Iguaçu e o sepultamento será hoje (25) às 14 horas, no local.

Marcelo Marchioro iniciou sua carreira artística aos 19 anos, no Colégio Nossa Senhora Medianeira; chegou à direção artística do Teatro Guaíra em 1979 e permaneceu até 1983. Em 1978 fez crítica de teatro e cinema para o jornal O Estado do Paraná.

Recebeu diversos prêmios como diretor, pelo Troféu Gralha Azul: "Do Outro Lado da Paixão" (Menção Honrosa 1986-1987); "Eu, Feuerbach" (1988-1989); "Sonho de uma Noite de Verão" (1991-1992); "Killer Disney" (1997) e "À Grega" (2000).
Entre as décadas de 80 e 90, consagrou-se como diretor de importantes óperas encenadas pelo Teatro Guaíra, entre elas: "Tosca", de Giacomo Puccini (1989); "Il Barbiere di Siviglia", de Rossini (1991), "La Bohème", de Giacomo Puccini (1994) e "La Cenerentola", de Rossini (1997).

Como encenador, realizou importantes montagens pelo Teatro de Comédia do Paraná (TCP), do Teatro Guaíra como "As Bruxas de Salém" (1990), de Arthur Miller. Em 2004 recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra, a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), homenagem concedida às personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense. Em 2005, durante a temporada oficial do Teatro de Comédia do Paraná, dirigiu "Pico na Veia", a partir de contos de Dalton Trevisan. Em 2010 realizou seu último trabalho de direção com a peça "Medeia", inspirado na obra de Eurípides.

Outras produções dirigidas por Marcelo Marchioro:

1984 – A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, texto traduzido pelo próprio Marchioro – que falava e lia em seis idiomas (português, inglês, francês, alemão, italiano e espanhol). Estreou no Teatro da Classe, em Curitiba.
1985 – Allegro Desbum, peça de Oduvaldo Vianna Filho, fez temporada no Teatro Guaíra.
1990 – As Bruxas de Salém, peça de Arthur Miller, reuniu grande elenco: Christiane de Macedo, Mário Schoemberger, Tupaceretan Matheus, Erica Migon, Rosana Stavis, entre outros.
1994 – Tosca, ópera de Puccini, teve estreia no Grande Teatro do Palácio das Artes, Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte (MG).
1998 – Killer Disney, peça de Philip Ridley, foi encenada no Miniauditório do Teatro Guaíra.
2000 – À Grega, peça de Steven Berkoff, esteve em cartaz no Espaço Dois, em Curitiba, com Zeca Cenovicz e Claudete Pereira Jorge, Christiane de Macedo, entre outros, no elenco.
2005 – Pico na Veia. Peça elaborada a partir de textos de Dalton Trevisan, foi encenada em diversos teatros do Paraná.
2005 – Gianni Schicchi, ópera de Puccini, teve temporada no Guairão.
2007 – O Chapéu de Palha de Florença, ópera produzida originalmente em 2003, teve temporada no Teatro Municipal de São Paulo.
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