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Nascia uma Orquestra

1 concertoFoi no dia 28 de maio de 1985, que a Orquestra Sinfônica do Paraná fez seu primeiro concerto, no Guairão. A primeira apresentação teve a regência de dois maestros, escolhidos através de concurso, Alceo Bocchino – hoje maestro emérito - e Osvaldo Colarusso. Os dois dividiram a batuta para apresentar as obras: “Abertura da ópera Anacreon” de Luigi Cherubini; “Concerto nº 5 em mi bemol maior, Op. 73” e a “Sinfonia nº 8 em fá maior, Op. 92” de Beethoven.

Músicos relembram a trajetória da Orquestra Sinfônica do Paraná

Douglas FerrariDouglas Ferrari, trombonista (baixo) da Orquestra Sinfônica do Paraná fala sobre sua experiência e amor pela música que começou bem cedo. Aos 12 anos de idade ele veio com o pai para assistir ao primeiro concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná e quando ouviu o som do trombone se apaixonou imediatamente. Poucos dias depois ganhou o instrumento e iniciou os estudos e nunca mais parou.

“Lembro do primeiro concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, quando os músicos foram
chamados nominalmente para entrar no palco. Foi emocionante”, conta Douglas.

Em 1991, pela primeira vez, Douglas Ferrari, foi convidado pelo então maestro Alceo Bocchino para tocar uma obra de Villa-Lobos em um concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, função que exerceu todos os anos até 1998 quando foi contratado e passou a integrar o grupo.

Douglas relembra grandes momento que viveu como músico, “tocar importante obras como as 1ª, 2ª e 5 5ª Sinfonias de Mahler, o Quebra Nozes com o Balé Guaíra, foi a realização de um sonho. É muito empolgante você ouvir uma grande obra e depois poder interpretá-la” diz ele.

SimoneSimone

Integrante da Orquestra Sinfônica do Paraná desde a sua fundação, 1985, é chefe de naipes dos 2º violinos e também concertino. Foi estudar nos Estados Unidos, mas com o compromisso de retornar e assim que voltou fez concurso para spalla e permaneceu no cargo durante quase 15 anos.

Para ela um dos momentos mais marcantes foi a participação em grandes concertos como Carmina Burana de Carl Orff, Oratório de Liverpool de Paul McCartney, as óperas Carmem com a cantora Denise Sartori. Outo fato interessante foi a montagem da ópera Aida de Giuseppe Verdi em 1994 quando teve a participação de alguns animais como um camelo e a elefante Mila, que segundo ele foi uma atração a parte. “Ela ficava em um cercado ao lado do Teatro Guaíra e todos os dias eu passava por ali, antes dos ensaios, para conversar com ela e lhe dar uma maça”. - Mila foi uma atração à parte e protagonista em casos pitorescos, como sentar em cima de um automóvel para descansar, na rua ao lado do Teatro Guaíra.

“Tocar com a Orquestra em Curitiba e no interior do Estado traz lembranças muito boas. É gratificante ver a emoção das pessoas que assistem um concerto ao vivo pela primeira vez. Também estão na memória apresentações como aquela que acompanhou o tenor José Carreras, em 2008. E para mim uma apresentação da Orquestra tem que ser uma comunhão entre público e artista. A troca de energia é muito especial. Desejo que a Orquestra Sinfônica do Paraná continue sendo a vitrine da cultura e inspiração para novas gerações” diz Simone.


eleniEleni Bettis
Lembrar do primeiro concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, em 28 de maio de 1985 traz à memória muitas histórias para Eleni Bettes, uma das pessoas que batalhou para a sua implantação. Ela conta que na época os músicos trabalhavam na Orquestra da Universidade Federal do Paraná e ganhavam cachê. “A Orquestra da Federal foi muito importante, mas foi um período muito sofrido. A Belas Artes, da qual também sou fundadora, formava profissionais fantásticos, mas eles não tinham onde trabalhar. Não existia aqui, um campo para a música e todos desejavam ter uma carreira profissional”, conta Eleni.


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