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Histórico

Criado pelo governo do Paraná em 12 de maio de 1969, através da Secretaria de Educação e Cultura, o Corpo de Baile da Fundação Teatro Guaira, como então se chamava, teve como primeiros diretores Ceme Jambay e Yara de Cunto, estreando com os ballets: ”Concerto Abstrato” (Stoltzel), “Pas de Trois” (Helsted), Grand Pas Classique” (Auber), “Impacto”, “Divertissement” (Meierber).

Em 1971, Yurek Shablewski, coreógrafo de renome internacional, é contratado para dirigir o Corpo de Baile, função que exerceu por cinco anos. Neste período, criou algumas obras como “Luz” (Bach), “Paixões Rebeldes” (Bach), “Pastoral de Outono” (Galzunov), “O Mandarim Maravilhoso” (Bartok). Com a coreografia “Mosaicos” (Marlus Nobre), inaugurou o Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto em 1974, e para a temporada de 1975 foi montado o “2º ato do Lago dos Cisnes” (Tcahikowski).

No início de 1976, o bailarino e coreógrafo Hugo Delavalle assumiu a direção e produziu, entre outras, as obras “As Estações” (Glazunov), “Jeux des Cartes” (Stravinski) e “Giselle” (Adam/Coralli). Com esta montagem a companhia tornou-se conhecida nacionalmente, depois e uma bem sucedida temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo Ana Botafogo no papel título.
Sob a direção de Eric Waldo, foram criadas em 1978 as obras: Homenagem a Patápio (Patápio Silva), Valse (Paulo Jobim), Etudes (Czern) e Choro Cromático (Benjamim Araújo).

Em 1979, com seu nome modificado para Ballet Teatro Guaíra, a companhia passou a ser dirigida pelo coreógrafo português, Carlos Trincheiras. Sob sua direção, que foi até 1993, obras importantes de sua própria autoria e de outros renomados coreógrafos passam a integrar o repertório do BT. Entre as diversas coreografias de Trincheiras estão: “Dimitriana” (Shostakóvitch/ Capdville), “Canto de Morte” (Mahler), “Sinfonia 3” (Stravinski), “Petruchka” (Stravinski), “Sagração da Primavera” (Stravinski) e “Lendas do Iguaçú” (Zanamon) encenada nas Cataratas do Iguaçú. Coreógrafos internacionais são convidados para criar obras para a companhia: Jonh Butller, Milko Sparembleck, Vasco Wellemkemp, Olga Roriz, e Maurice Bejárt. Destaca-se a obra “O Grande Circo Místico”, inspirada no poema de Jorge de Lima com música de Edu Lobo e Chico Buarque, especialmente composta para o Ballet Guaíra, com roteiro de Nahum Alves de Souza, que consagrou o BTG, tornando-o conhecido também internacionalmente.

Com a morte de Carlos Trincheiras, em 1993, assume a direção a mâitre da companhia e sua esposa, Izabel Santa Rosa. Neste período foi montado “As Canções de Wesendonk” (Sparembleck/Wagner).

Em 1994 Jair Moraes 1º bailarino da companhia e coreógrafo, se torna o diretor da companhia e cria o trabalho “Canções” (Malher) e também convida vários coreógrafos importantes para trabalhar com a companhia como Ana Mondini, Luis Arrieta, Henning Paar, Julio Mota e Tíndaro Silvano. Márcia Haydée estrela do Ballet de Stutgard/Alemanha, remonta para o BTG a coreografia “Copellius, O Mago” uma nova versão para a obra “Copélia” (Delibes).

Após a saída de Jair Moraes, em 1997 a bailarina e ensaiadora da companhia Marta Nejm assume a direção e convida Renato Vieira para montar o trabalho “Almas Gêmeas” (Mozart). Por motivos de trabalho no exterior Marta sai da direção e entra Christina Purri e nesta fase são concebidos alguns balés, “Caminhada” (Rodrigo Moreira/ Vangelis/ Zorn/ Duperé), “Átrio” (Rodrigo Moreira/ Rachmaninoff/P. Glass/ Morricone, “Prelúdios” (Rodrigo Pederneiras/ Chopin), “Variações Golberg” (Rodrigo Pederneiras/Bach).

Em 1999, assume a direção Suzana Braga que trouxe alguns importantes coreógrafos Ana Vitória, Eduardo Ibañez, Andréa Lerner e Rosana Chameki. Contudo a obra que teve destaque nacional foi “O Segundo Sopro” (Roseli Rodrigues/ Cardia). Nesta época companhia é dividida em duas. É criada então, pela direção do Teatro, o Guaíra 2 Cia. de Dança com bailarinos do BTG que desejavam se voltar para a pesquisa em dança contemporânea, grupo este que ficou sob a direção de Carla Reinecke.

Em 2002, Luis Arrieta coreografou uma nova versão de “O Grande Circo Místico”, para a qual Edu Lobo e Chico Buarque revisaram as músicas, Rosa Magalhães criou novos figurinos e cenários, e Dani Lima se encarregou das coreografias aéreas. Mais uma vez o Balé Teatro Guaíra, levado em turnê por todo o país, é consagrado como uma das melhores companhias de dança do Brasil.

Em 2003, Carla Reinecke coreógrafa e diretora do Guaíra 2 Cia. de Dança, se torna diretora da companhia e dá continuidade aos convites das apresentações da tournée do “Grande Circo Místico” e do “Segundo Sopro”.

Para as comemorações dos 35 anos do BTG, em 2004, são remontadas duas obras importantes do repertório: “Pastoral” (Sparemblek/Bethoven) e “Exultate Jubilate”(Wellenkamp/Mozart), com a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Em junho do mesmo ano a companhia estréia duas coreografias de Henrique Rodovalho “Espaços 1” (Schonberg) e “Espaços 2” (Silverman), que executou sua própria obra junto à Orquestra. Carla Reinecke encerra o ano com uma nova versão do ballet “Quebra-Nozes”(Tchaikowski), superando as expectativas de público.

Em 2005 foram criadas dois coreógrafos são convidados para criar novos ballets para a companhia Felix Landerer, David Zambrano e Luiz Fernando Bongiovanni.

No ano de 2007 retoma-se o projeto Atelier Coreográfico com grande sucesso de público. Este projeto tem por objetivo o desenvolvimento do potencial criativo dos bailarinos e servir como celeiro de futuros coreógrafos. Em setembro do mesmo ano, iniciou a montagem de “Romeu e Julieta” cuja estréia aconteceu em abril de 2008.

Para comemorar os 40 anos do Ballet Teatro Guaíra foi encomendada uma nova versão da obra “Lendas do Iguaçú do compositor Zanamon com coreografia de Rui Moreira com estréia em 2009.

No ano de 2011 a função de direção do Balé Guaíra foi desempenhada por Andrea Sério, trazendo uma nova visão para a Cia. A partir deste momento o repertório passa a focar exclusivamente a diversidade da dança contemporânea.
Em 2012 Cintia Napoli assume a direção do BTG. Neste mesmo ano somou-se ao repertório a consagrada obra de Stravinski “A Sagração da Primavera”, coreografia de Olga Roriz. Em comemoração aos 45 anos da Cia (2014) Gustavo Ramirez Sansano criou com exclusividade uma versão contemporânea do clássico conto de fada “Cinderela”. Ainda como parte das comemorações a Cia realizou o projeto “BTG e Cias”, um importante encontro entre sete cias públicas do Brasil. 2015 foi marcado por três remontagens de importantes obras do repertório da Cia, Romeu e Julieta de Prokofiev, com coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni e duas obras da coreógrafa Ana Vitória, Trânsito e Orikis.
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