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Balé Teatro Guaíra sob nova direção

O Balé Teatro Guaíra, terceira companhia mais antiga do país, está sob nova direção. O diretor e coreógrafo Pedro Pires foi escolhido para iniciar um novo ciclo do BTG, com foco em ampliar o diálogo com o público e aproximar ainda mais os paranaenses do balé. Uma das novidades será a realização de quatro temporadas de apresentações em Curitiba, uma grande turnê pelo Paraná e sessões didáticas para alunos de escolas públicas.


A diretora-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Mônica Rischbieter, explica que após a finalização do planejamento do cinquentenário da companhia, celebrado em maio deste ano, a equipe do CCTG percebeu que um ciclo havia se encerrado. “O BTG tem uma trajetória incrível, são 50 anos nos corações dos paranaenses. E, talvez, uma de suas características mais marcantes seja a capacidade de renovação e reinvenção. Isso faz com que a companhia seja sempre relevante e atual”, diz.


Mônica afirma que foram necessários quase seis meses de planejamento para comemorar os 50 anos, um processo que envolveu mais de 300 profissionais e alcançou 27 mil pessoas.“Foi um sucesso absoluto. Nossa missão foi celebrar a data com nosso público, que é a nossa razão de ser. Agora nos preparamos para um novo ciclo”, finaliza.


O diretor artístico do CCTG, Cleverson Cavalheiro, explica que o planejamento de 2020 para o Balé Teatro Guaíra terá como foco a proximidade com a população. “Nós temos uma diretriz do Governo do Estado que é estar perto do cidadão. Todo nosso planejamento para o próximo ano enfatiza isso”. O resultado é que o BTG fará quatro temporadas em Curitiba, em vez de duas como nos anos anteriores. Com isso, a companhia apresentará remontagens, coreografias inéditas e um espetáculo para crianças. Todas as sessões terão uma pré-estreia didática, em que o evento é apresentado de forma explicada para os pequenos.



Novo diretor tem currículo multidisciplinar e experiência internacional


Quando Pedro Pires, 56, iniciou sua carreira profissional no Balé Teatro Guaíra nos anos 80 ele não imaginava que um dia estaria na direção de uma das companhias mais importantes do Brasil. No ano em que Pedro estreou no palco do Guairão, 1983, o BTG havia passado por uma transformação que o tornou o grupo mais conhecido do país após o sucesso de O Grande Circo Místico, com obra musical de Chico Buarque e Edu Lobo. Sob a direção do português Carlos Trincheira, o BTG ganhou reconhecimento nacional e internacional. “Aqui foi a minha base e esse retorno é como voltar para casa. É uma honra estar no mesmo lugar de Trincheiras”.


Pires e o diretor português desenvolveram uma sólida parceria de trabalho, o que fez com que o jovem fosse enviado para um período de estudos na Europa. Lá frequentou o Ballet Gulbenkian e dançou com mestres como Raymond Franchetti e Yves Cassati (França). De volta ao Brasil, foi solista do BTG e passou pelo Balé da Cidade de São Paulo.


Sempre em busca de novas experiências artísticas, Pedro trabalhou como coreógrafo, ator, diretor teatral, cenógrafo e figurinista. Essa pluralidade de olhares fez com que entendesse o balé de forma integral, característica que a direção do BTG buscava para esse novo momento da companhia. “Minha missão é aproximar público e bailarinos. Para isso, queremos montar espetáculos clássicos com linguagem contemporânea, mas que não exijam tanta estrutura para que a gente possa estar em todos os palcos do estado.” Outra experiência que o novo diretor traz são as apresentações didáticas, nas quais ele faz questão de dialogar com os espectadores. “Esse é o dever de uma companhia pública”.



Raio X

Natural do Rio Grande do Sul, Pedro Pires construiu sua carreira como bailarino profissional no Paraná, após ingressar no Balé Teatro Guaíra em 1983. Foi um dos fundadores da Cia de Ballet de Diadema e da companhia Rua das Flores. Com vivência cosmopolita, trabalhou com inúmeros coreógrafos internacionais e se se apresentou na Europa e Estados Unidos. Também lecionou na Academia de Cinema Arte 6 em Lisboa, Portugal e foi curador e jurado de grandes festivais de dança do país. Entre 2012 e 2018 foi diretor da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói e no último ano atuou como professor convidado na Connecticut Ballet (EUA).





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