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Destaques

A Orquestra Sinfônica do Paraná comemora aniversário com dois concertos

    Os 30 anos da orquestra paranaense serão comemorados com duas apresentações agendadas para os dias 24 (domingo) às 10h30 e 28 (quinta-feira) às 20h30, no Guairão. Os concertos terão a regência do renomado maestro José Maria Florêncio e contam com a participação especial do premiado oboísta Alex Klein.

O programa é composto por três obras: “Eugene Onegin: Polonaise” de Tchaikovsky; “Concerto para oboé e pequena orquestra, em ré maior” de Strauss, com solo de Alex Klein e a “Sinfonia nº 1, em mi menor, Op. 39” de Sibelius.

A Orquestra Sinfônica do Paraná vem escrevendo ao longo dos anos uma história admirável de talento e dedicação à música. A sua criação, em 1985, foi possível graças a dedicação e esforço de profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa, Tatiana Benatar, e o apoio do então governador José Richa e do Secretário da Cultura, Fernando Ghignone.

O primeiro concerto foi no dia 28 de maio de 1985, sob as regências dos maestros Alceo Bocchino – Emérito, falecido em 2014 - e Osvaldo Colarusso, ambos escolhidos através de concurso, assim como todos os músicos integrantes. Nessas três décadas de história, a Orquestra Sinfônica do Paraná realizou mais 1200 apresentações, em diversas cidades brasileiras. Seu acervo possui 1170 obras catalogadas e executada nos mais diversos estilos, incluindo composições dos períodos clássicos, romântico, barroco e contemporâneo.

Além dos concertos, a Orquestra participou em várias montagens do Balé Teatro Guaíra como O Quebra-Nozes de Tchaikovsky, Petruchka e Sagração da Primavera de Stravinsky; e nas produções de óperas como: Carmen de Bizet, Fausto de Gonod, Aída de Verdi e Tosca e La Bohème, de Puccini, entre outras.

Nesta trajetória se destacam os nomes daqueles responsáveis por conduzir a orquestra ao nível de excelência. Os maestros Alceo Bocchino e Osvaldo Colarusso se revezaram nesta tarefa de 1985 a 1997. De 1998 até final de 1999 assumiu Roberto Duarte. Em 2000 a regência titular e direção artística ficou sob a responsabilidade de Jamil Maluf, que permanece até final de 2001. De 2002 até final de 2010, quem assumiu foi o maestro Alessandro Sangiorgi. De 2011 a 2013, Osvaldo Ferreira deu continuidade ao trabalho. A partir de 2014 a Orquestra, não escolheu um maestro titular, optou por trabalhar com maestros convidados.

Nessas três décadas muitos maestros brasileiros e estrangeiros participaram como convidados, entre eles: Dante Anzolini, Vitor Hugo Toro, Claudio Cruz, Marc Moncussi, Isaac Karabitchevsky, Silvio Viegas, Stefan Geiger, Ricardo Castro, Fabio Mequetti, Jamil Maluf, Guilherme Mannis, Marcos Arakaki, Wagner Polistchuk, Ricardo Bologna, Alpaslan Ertungealp, Roberto Tibiriça, Lavard Skou Larsen, Paulo Torres, Gustavo Petri, Nikolas Rauss, Maximino Zumalave, José Maria Florêncio e outros. Foi também de grande importância a participação de solistas de renome como Nelson Freire, Arthur Moreira Lima, Arnaldo Cohen, Turíbio Santos, Antônio Lauro Del Claro, Olga Kiun, Nicholas Koeckert, Claudio Barile, Araceli Chacon, Davi Sartori e Marco Antonio Almeida, entre tantos outros.

Lembranças – falar sobre o primeiro concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, em 28 de maio de 1985 traz à memória muitas histórias para Eleni Bettes, uma das pessoas que batalhou para a sua implantação. Ela conta que na época os músicos trabalhavam na Orquestra da Universidade Federal do Paraná e ganhavam cachê. “A Orquestra da Federal foi muito importante, mas foi um período muito sofrido. A Belas Artes, da qual também sou fundadora, formava profissionais fantásticos, mas eles não tinham onde trabalhar. Não existia aqui, um campo para a música e todos desejavam ter uma carreira profissional”. Eleni é violinista profissional e só fez o concurso para tocar com a Orquestra 2 anos depois, na época ela trabalhava na Secretaria de Cultura. Ficou por dois anos e por problemas familiares teve que sair do grupo, mas até hoje mantém contato e participa sempre como violinista convidada.

Para Simone Savytzky, violinista que atua na Orquestra desde o princípio, o primeiro concerto foi muito emocionante. “No final da apresentação cada músico foi chamado, nominalmente, para entrar no palco. Estão na memória apresentações como aquela que acompanhou o tenor José Carreras, em 2008. Agora chegar ao 30 anos de dedicação e conquistas é um privilégio. Desejo que a Orquestra Sinfônica do Paraná continue sendo a vitrine da cultura e inspiração para novas gerações”, diz ela.

Já o trombonista Douglas Ferrari, não tocou no primeiro concerto, mas veio com seu pai para assistir e ficou apaixonado pelo “trombone”, instrumento que acabou ganhando poucos dias depois. Ele passou a integrar a Orquestra Sinfônica do Paraná em 1998, mas antes disso tocou como músico convidado. “Tocar importante obras como as 1ª, 2ª e 5ª Sinfonias de Mahler e o Quebra Nozes, montagem do Balé Guaíra, foi a realização de um sonho. É muito empolgante você ouvir a gravação de uma grande obra em sua casa e depois poder interpretá-la diante do público”, diz ele.



Serviço:
Concerto de aniversário da Orquestra Sinfônica do Paraná
Dias 24 de maio às 10h30 e dia 28 de maio às 20h30
Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão
Regência: maestro José Maria Florêncio
Solista (oboé): Alex Klein
Ingressos: R$ 20,00
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